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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Drogas e as dificuldades para o tratamento

Quero desenvolver um assunto que segundo meu pensamento é extremamente importante por durante muito tempo ter observado a dificuldade que as pessoas encontram sejam elas familiares ou mesmo dependentes químicos a buscarem ajuda.
Esta dificuldade existe por varias razões:

      •O preconceito, os estigmas e os mitos que rodeiam os dependentes e as famílias que tem problemas com drogas.

     •A falta de conhecimento sobre a doença da dependência.

      •A Coodependencia.

      •Questões financeiras.

     Poderíamos colocar vários outros fatores, mas acredito que muitos estariam correlacionados a estes.

O preconceito, os estigmas e os mitos que rodeiam dependentes e as famílias que tem problemas com drogas.

          É comum pessoas que estão envolvidos com drogas serem taxados de vários adjetivos negativos, serem olhados com indiferença. Muitos pais serem questionados na educação de seus filhos, serem responsabilizados pelos atos negativos deles. Serem excluídos de seus meios sociais
É comum a sociedade buscar o afastamento de envolvidos com drogas, principalmente, quando falamos em ternos de companhia, como se a dependência fosse uma doença contagiosa e a simples amizade já significasse o imediato contagio. Este afastamento não atinge tão somente o usuário, mas toda a sua família.
É comum dependência química ser sinônimo de bandido, delinqüente, vagabundo, desajustados e mais sinônimos e outros adjetivos neste gênero. É comum tal de jargão "litro que vai querosene nunca mais sai o cheiro".
Quantas famílias acabam por ficarem totalmente doentes emocionalmente por se culpar pela doença do filho, atingindo estágios elevados de coodependencia devido a estes fatores externos que são os estigmas e o preconceito.

Efeito do uso de drogas

  
Grandes males sociais exigem campanhas impactastes. Foi essa a orientação seguida pelo Ministério da Saúde brasileiro ao passar da simples advertência sobre os perigos do fumo para as imagens exibidas nas embalagens de cigarros e congêneres. VEJA mostra a estratégia enviesada que a polícia inglesa adotou. Busca estimular a denúncia de traficantes mirando o choque da população com fotos que explicitam a decadência física acelerada dos usuários de drogas. Os retratos realmente impressionam. Se algum dos alunos ainda não tem idéia do que seja envelhecer trinta anos em oito, a prova cabal está logo abaixo. Por que tudo isso acontece no corpo dos viciados? Que reações ocorrem no cérebro dessas pessoas para torná-las cada vez mais dependentes? O caminho das drogas tem retorno? Quais são as alternativas de recuperação? O tema é sempre oportuno e com certeza vai manter os jovens alertas.
Roseanne, aos 29 anos na primeira foto e aos 37 na última: de prisão em prisão, o retrato de um rosto que definha. Fotos: Reutersuters
Roseanne, aos 29 anos na primeira foto e aos 37 na última:
de prisão em prisão, o retrato de um rosto que definha
Tire cópias das fotografias de Roseanne apresentadas neste plano. As reproduções não precisam ser coloridas, mas devem ter boa definição. Tenha em mãos quantidade suficiente do material para que os alunos possam trabalhar em grupos de quatro a seis indivíduos.

Entregue um conjunto de fotos a cada equipe e peça que todos tentem adivinhar a idade da pessoa nos momentos retratados. Depois que os grupos tiverem chegado a uma conclusão, registre os palpites no quadro-negro. Faça uma média dos resultados e confronte com a idade real. É bem provável que a garotada superestime a idade de Roseanne . Indague, então, sobre o motivo de tal transformação fisionômica da pessoa: idade, doença, muito sol, muito trabalho? Pergunte se seria possível atribuir a degradação física ao efeito de drogas. 

A droga é hoje em dia
Um mal que desgraça o mundo
Destruindo muitas vidas
Num abismo que é profundo
Siga bem esse conselho
Fique longe desse espelho
Desse mundo tão imundo
É uma vida muito triste
Não queira a conhecer
É um mundo muito sujo
E não tem nenhum prazer
Você nunca vai pra frente
Ela arranca sua mente
Até ver você morrer

Não caia na tentação
Desse mundo sem amor
Não entre nesse caminho
Que só causa muita dor
Droga não lhe dá prazer
Droga só lhe faz sofrer
Droga só lhe traz terror

É um vício condenado
Um mundo de ilusão
Uma vida de pecado
Sem amor e sem paixão
É um mundo agoniado
Que lhe deixa abandonado
Sem direito a ter perdão

Aos jovens eu aconselho
É um beco sem saída
A droga não leva a nada
A não ser a sua vida
Acaba com seu querer
Usa todo o seu poder
Depois lhe consome a vida

Diga não a toda droga
Toda droga diga não
Não esqueça que a droga
É um mundo sem perdão
Não caia nessa cilada
Não deixe que essa danada
Leve você pro caixão

Viva bem a sua vida
Sem a droga procurar
Seja uma pessoa linda
Não deixe ela lhe pegar
Preste bem muita atenção
Escute com o coração
Fuja dela sem parar

Um caminho que só traz
Muita dor no coração
E que a cada vez mais
Cresce nesse mundo cão
Causando muito abandono
Sofrimento e desengano
Na vida do cidadão

Hoje a luta é constante
Pra acabar esse mal
A droga é uma consoante
Que destrói sua moral
Olhe bem à sua frente
Tome um rumo diferente
Leve uma vida normal

Cuidar das nossas crianças
Dando boa educação
Garantir nosso futuro
Essa é a nossa missão
Um dia vamos vencer
Ver a droga padecer
Pro bem dos nossos irmãos

Aos nossos governantes
Peço um pouco de atenção
Pra vencer essa batalha
É preciso educação
Ajudando o nosso povo
Vamos vencer esse jogo
Ser um país campeão



DIGA NAO AS DROGAS : SAIBA POR QUE , ELAS NAO PRESTAM SO LEVAM PRO MAL CAMINHO...
A UM MUNDO SUJO, A POBREZA ETC...
PREJUDICA A SUA SAUDE , A PESSOA FICA FEIA MAGRA....




O CAMINHO MELHO E O CAMINHO DE JESUS CRISTO,ELE E O UNICO SAUVADO
DA SUA E DA MINHA VIDA .......




ASS: FRANCYELLEN MARES QUIA SILVAnha ajuda
Minha contribuição
Espero que esses meus versos
Abra bem seu coração
Ilumine seu caminho
Lhe mostre bem direitinho
Como às drogas dizer não.


de Nicário Palmeira Honorato

Anabolizantes



Ainda tem um saída

"Quando a vida parece esmagadora e você acha que não vai conseguir tudo... Quando não há tempo suficiente para relaxar e aproveitar a vida... Quando há pouca recompensa para todos os seus esforços e você começa a pensar se vale a pena, se a vida é isso mesmo, e se é isso o que o futuro lhe prepara... Tente manter uma atitude positiva procurando as pequenas bençãos que acontecem todos os dias mesmo que não se percebam. Mantenha sua mente aberta para as situações engraçadas, porque o humor pode salvar você de ser esmagado. E nunca esqueça que há pessoas que o amam e que se importam com você; pessoas que querem ajudar e apoiar você na hora das dificuldades; pessoas que acham você muito especial; pessoas que gostam demais de você."


Autor:  Barbara Cage.

O viciado e a sua ilusão

O viciado é um pobre coitado
Que vive só de ilusão
Na esperança de mais um pacau
Pensando que é a solução.
O tempo vai-se passando
E tudo na vida mudando
Perdendo parentes e amigos
Todos vão se afastando
E de repente ele acorda
E vê que tudo era imaginação
Que a melhor coisa da vida
É ter Jesus no coração.
Por isso meu irmão,
não esqueça desta lição,
Quando alguém lhe oferecer
Diga logo não
Pois este tipo de gente
Não pode ter alma e coração
Porque a única coisa que eles pensam
É ter uma linda mansão
E quanto ao ser humano
A sua destruição.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Uso de drogas na adolescência para buscar atenção dos pais


Durante a adolescência, o jovem busca construir sua identidade tendo a “necessidade” de separar-se da família para pertencer a algum outro meio social. Esse processo de expansão das relações do adolescente gera mudanças em todos os membros da família, podendo até levar todos a uma crise, uma vez que o crescimento dos filhos está ligado diretamente a evolução dos pais, que têm que aprender a lidar com essa nova situação, aprendendo, inclusive, a serem mais flexíveis. A chegada da adolescência e a dificuldades familiares geradas, podem ser uma das situações propícias para que o uso de drogas surja como um dos sintomas que irá denunciar essa complexa situação. Isso porque esse momento implica crescimento e individuação, movimentos essenciais na busca do jovem pela sua autonomia e independência do grupo familiar.


Em um artigo publicado pela Revista de Psicologia, foram observadas as dificuldades encontradas durante esse processo pelas famílias de dez adolescentes de 17 e 18 anos, do sexo masculino, da 3ª série do Ensino Fundamental ao 1º ano do Ensino Médio. Os sintomas que aparecem, nesta pesquisa, são o uso de drogas e o envolvimento com o crime, analisados como um sintoma de toda a família e encarado como uma forma de lidar com os conflitos - mais do que um problema em si mesmo. A função desses sintomas é conduzir uma mensagem que denuncia falhas do sistema familiar e social, ao mesmo tempo que indica a necessidade de mudança no seu funcionamento.

Para os pais, a idéia de que estão perdendo o seu filho, quando este demonstra movimentos de saída do sistema familiar, gera um estado nomeado de "pânico parental". A possibilidade de crescimento e independência do filho são vistas como uma ameaça à continuidade familiar, como ruptura e abandono, pois nessas famílias há a percepção de que os vínculos não evoluem. O uso de drogas acaba por oferecer uma solução ao dilema, pois a independência do filho é uma ameaça mais destrutiva para a família do que a dependência química.


Ao invés de favorecer um movimento de autonomia, o uso de drogas reforça as dependências relacionais, levando-nos a concluir que o sujeito é um dependente da sua família. São também famílias nas quais se observa a presença de segredos e mentiras como um mecanismo de proteção, acobertamento e negação do comportamento do dependente. Nessas famílias regidas pela "lei do silêncio", em que os conflitos com relação às regras de convívio não podem ser explicitados pela via da linguagem, uma saída possível é o ato infracional, sendo uma forma de "agir fora o que não se pode falar dentro" (Sudbrack, 1992b, p. 33).
Para Segond (1992), o aparecimento da delinquência na adolescência está vinculado às dificuldades específicas de comunicação e às características relacionais dentro da família, mais do que a aspectos individuais de personalidade ou a fatores estruturais como divórcio, situações de famílias não casadas ou número de filhos.
Esse adolescente desempenha diferentes papéis ao lado da mãe, no decorrer do Ciclo de Vida Familiar, ocupando espaços vazios da relação conjugal, mantendo-se numa relação de rivalidade e/ou de afastamento do pai. Para lidar com a angústia vivida e criar possibilidades de separação e liberação, o jovem busca outros contextos de construção de sua identidade, dentre esses, o uso de drogas que o leva, quase que simultaneamente, ao envolvimento com atos infracionais.
Ou seja, os pais, não podendo assumir seu papel e seu lugar de orientação, controle e tomada de decisões, confiam essa posição ao filho que assume prematuramente uma responsabilidade emocional considerável. O ambiente social no qual está inserido não lhe oferece muitas oportunidades diferentes, pois o meio em que vive não o ajuda a produzir os modos de inclusão dentro de projetos mais integradores na sociedade.
As autoras concluem que essa dinâmica familiar não é a única que pode estar presente em famílias de adolescentes que se envolvem em atos infracionais e com drogas. Outras formas de organização familiar também podem dificultar o processo de construção da identidade de adolescentes, levando-os ao envolvimento com as drogas e o crime. Além disso, o fato da pesquisa centrar-se nas relações familiares, não significa desconsiderar os aspectos sociais, individuais e políticos que envolvem a relação do homem com as drogas e atos ilícitos.

Texto resumido pelo OBID a partir do original publicado pela Revista de Psicologia, 2004, 15(3), 29-54. Revista publicada pelo o Instituto de Psicologia.
Autores: PENSO, Maria Aparecida; SUDBRACK, Maria Fátima.